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SXSW 2021: Seis dicas de como usar games para ensinar e estimular os alunos

07/04/2021

SXSW 2021: Seis dicas de como usar games para ensinar e estimular os alunos

A crença na tecnologia e nos games como ferramenta para desenvolver o potencial dos jovens norteia o NAVE (Núcleo Avançado em Educação) há 15 anos. Pioneiro no Brasil, o programa educacional do Oi Futuro foi apresentado em um painel no SXSW Edu, maior evento de inovação do mundo. Sediado em Austin, nos Estados Unidos, o encontro ocorreu pela primeira vez totalmente on-line este ano, de 9 a 11 de março. 

Para compor a mesa “Jogos e tecnologia para empoderar jovens criativos e transformadores” estiveram presentes Sara Crosman, diretora executiva do Oi Futuro, Carla Uller, gerente executiva de educação, inovação social e comunicação do Instituto, Igor Moreno, professor da disciplina “Cultura de Jogos” do currículo técnico do NAVE Rio em parceria com a CESAR School, e Vinnícius Rodrigo, ex-aluno do NAVE Recife. Para eles, além do engajamento, os jogos contribuem para o desenvolvimento de uma postura criativa e autônoma no estudante.

GAMES NA EDUCAÇÃO

Igor Moreno citou “Homo Ludens”, principal trabalho do historiador holandês Johan Huizinga, e afirmou que a ideia da escola como lugar de prazer foi perdida com o tempo. “Quando usamos jogos em sala de aula, estamos apenas nos reconectando a um princípio básico”, destacou o professor do NAVE, que também é designer de jogos. No encontro, ele compartilhou conceitos e ferramentas práticas sobre como extrair um potencial pedagógico a partir do uso de jogos no ensino. Igor procura explorar um amplo universo de jogos, que variam do tabuleiro ao digital, com objetivo de estimular os jovens a construírem um pensamento autônomo e criativo.

Para ele, mais do que ensinar conteúdos específicos, o uso deste recurso aprimora as habilidades dos alunos e pode ser adaptado para qualquer disciplina. “Nosso professor de biologia, por exemplo, usou um jogo LARP (RPG de ação ao vivo) para ensinar citologia. Cada aluno desempenhou o papel de uma parte de uma célula”. 

O professor contou que, no início, os alunos não acreditam que terão uma matéria obrigatória sobre Jogos. No primeiro dia de aula, então, Igor escolhe um jogo de mesa simples e, sem explicar, pergunta aos estudantes as suposições deles sobre as regras. “A certa altura, peço que tentem jogar com qualquer compreensão que tenham adquirido durante o debate anterior e vejam se alguma coisa faz sentido. Eventualmente explico as regras e jogo com eles, então discutimos o que acertaram e erraram, e quais estratégias eles criaram para vencer. Esse é o primeiro dia”, disse. 

POR ONDE COMEÇAR

Igor defende que as escolas não precisam de tecnologia de ponta ou equipamentos sofisticados para desenvolver atividades educativas baseadas em jogos. De acordo com ele, os alunos do primeiro ano do Ensino Médio trabalham com os clássicos jogos de tabuleiro e RPGs (Role-Playing Games) que, para o professor, também são uma boa opção para instituições sem laboratórios. Para inspirar outros educadores a introduzir os games em sala de aula Igor selecionou seis dicas: 

1 – Crie um mundo mágico

Cada jogo ocorre dentro de um círculo mágico, com regras que não podem ser quebradas. Essas regras são um contrato social de confiança e respeito entre os jogadores. “Se você assume que a aula é o jogo, então a aula acontece dentro do círculo mágico, separada das demais atividades escolares. Quando os alunos conseguirem isso, a aula funcionará com muito mais facilidade”, destacou o professor.

2 – Esteja ciente de recursos acessíveis

“Como professor, você pode expandir seus horizontes nas possibilidades do jogo e estar ciente dos recursos que são facilmente obtidos, como imprimir jogos de papel. A tecnologia não é uma condição para brincar com seus alunos. Existe todo um universo de jogos off-line, desde um simples quebra-cabeça até um RPG”.

3 – Foque no desenvolvimento de habilidades, e não apenas no conteúdo educacional tradicional

4 – Escolha assuntos transformadores como desafios de classe

5 – Não explique todas as regras, instigue a curiosidade e o desejo de exploração

6 – Divirta-se!

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