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Acessibilidades na educação, nas artes e na cultura

13/12/2021

Acessibilidades na educação, nas artes e na cultura

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, o Oi Futuro reafirma o seu compromisso com a inclusão e sua responsabilidade de fazer com que todos, sem exceção, usufruam de sua programação. Ao longo de seus 20 anos de existência, o instituto tem desenvolvido, apoiado e impulsionado ações transformadoras nas áreas da educação, arte e cultura para ajudar a criar uma sociedade que seja mais acessível, diversa e inclusiva. Começando pela programação de nosso Centro Cultural; passando pelo Programa Educativo do Museu das Comunicações e Humanidades – Musehum, chegando às escolas do Núcleo Avançado em Educação – NAVE, a acessibilidade é não só tema de reflexão e conscientização, mas uma meta que perseguimos diariamente.

Acessibilidade na Educação 

Hoje, todo material educativo, formativo e pedagógico produzido pelo NAVE conta com versões acessíveis com autodescrição. Como uma escola laboratório que forma cidadãos para fazerem a diferença e promoverem impacto positivo no mundo, o NAVE desenvolveu práticas, metodologias e programas como proposta de uma educação mais inclusiva e isso se reflete no comportamento e consciência dos estudantes.

No guia digital de práticas pedagógicas e-NAVE 2 , é possível encontrar duas práticas que tratam da acessibilidade e são replicáveis em qualquer escola. Em Empatia em tudo, o guia propõe experimentações corporais associadas (mímicas, cabra-cega, … ) ao uso de ferramenta do design thinking, estimulando uma reflexão mais profunda dos jovens sobre a importância de exercer a empatia em suas vidas. Em Letra & Libras, um jogo de adivinhação auxilia no processo de letramento visual de alunos surdos e ouvintes. Os participantes correlacionam imagens e palavras em Libras e na Língua Portuguesa escrita, aprendendo, de modo lúdico e colaborativo, tanto o significado dos sinais quanto o das palavras. Para explicar um pouco mais dessa prática, a professora Ângela Esteve conversou com a gente no “Aprenda com Especialista”:

Já o e-book “Experiências Didáticas: arte e cultura construindo caminhos para o sucesso escolar”, produzido em parceria com o Unicef, traz “Paródias Artísticas”, uma prática multidisciplinar de Língua Portuguesa Educação Midiática e Artes. Nesta experiência, os estudantes conhecem diferentes movimentos artísticos e culturais, produzindo releituras audiovisuais de obras conhecidas e ainda se colocando no lugar de um crítico de arte para produzir um texto de opinião. Para baixar a publicação digital, clique aqui


Arte e cultura inclusivas

O Oi Futuro faz questão de utilizar a palavra acessibilidade no plural, para evidenciar que todos são públicos em potencial e devem aproveitar o que os espaços culturais têm a oferecer. As ações promovidas pelo Programa Educativo do Centro Cultural Oi Futuro têm justamente o objetivo de alcançar todos os públicos, possibilitando o acesso real e o mais pleno possível à arte. Além delas, o instituto está sempre promovendo a reflexão e debate sobre o papel dos artistas e das instituições no desenvolvimento de linguagens que promovam acessibilidades e atendam a diversidade dos públicos com deficiência.

Em 2015, o Programa Educativo lançou o Caderno de Acessibilidades, um compilado de respostas às questões sobre a promoção de acessibilidade em espaços culturais. A publicação, disponível em áudiodescriçãovídeo-libras  e impresso propõe reflexões sobre a questão do acesso à arte, educação e informação de forma plural: pessoas com deficiência, público da saúde mental, em vulnerabilidade social, idosos, crianças e todos aqueles para quem a acessibilidade possa estar dificultada devido a barreiras físicas, sensoriais, comunicacionais e atitudinais. No ano seguinte, o Oi Futuro deu mais um passo na busca de um maior diálogo com seus visitantes, com a integração, no seu corpo de colaboradores, de um educador surdo.

Desde 2017, todas as atrações do então Museu das Telecomunicações já tinham sinalização de acessibilidade e um QR code que pode ser lido com celulares e que direcionava para vídeos de Youtube. A acessibilidade foi estendida em 2020 com o Musehum  e seu Gabinete de Curiosidades, atividade de conhecimento e experimentação de objetos relativos ao acervo do museu, que trabalha a temática da criação e formação de coleções e tem o acervo todo em libras. 

Além de oficinas educativa para crianças surdas com contação de histórias em libras e dinâmicas de improvisação e desenhos, a programação do Centro Cultural Oi Futuro e do LabSonica já incluiu laboratório de dança flamenca voltada para surdos, oficina de teatro para artistas autistas, roda de palestras e laboratório de anatomia ativa para cegos e pessoas de baixa visão, visitas guiadas e cursos de libras, assim como inúmeras capacitações e formações, presenciais e a distância, sobre acessibilidades em museus e cursos de libras. Mais de 800 pessoas foram impactadas.

Para ampliar o debate sobre Arte e Acessibilidades, promovemos, em janeiro deste ano, a edição “Diálogos no Musehum” no Papo de Futuro com a museóloga e coordenadora do Musehum, Bruna Cruz, e a arquiteta Leila Scaf. Já no episódio de outubro do nosso “Aprenda com Especialista”, convidamos o professor e pesquisador do teatro Fabrício Moser para falar sobre como podemos atuar com o público neurodiverso. Segundo ele nos ensina, “empatia, sensibilidade e informação são as palavras-chave”. Confira o programa na íntegra:

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