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Experimentação, trocas, mentorias e muita música: o ano de 2022 no Lab Oi Futuro

08/12/2022

Experimentação, trocas, mentorias e muita música: o ano de 2022 no Lab Oi Futuro

Angélica Duarte, que participou do Festival Levada, foi um dos destaques do ano no Labsonica (Foto: Rogério Von Kruger)

Mais de 100 profissionais beneficiados, 15 apresentações musicais e mais de 200 horas de formação oferecidas a artistas de todo o Brasil. O ano foi (e continua!) movimentado no Lab Oi Futuro, nosso espaço de coworking voltado para a economia criativa e para os negócios de impacto social.

A agitação foi ainda maior no parte musical do nosso laboratório – o Labsonica.  Nosso laboratório de experimentação sonora funciona tanto como palco, ponta da cadeia produtiva do som, como no core da cadeia, isto é, a pesquisa, a criação e a produção das diversas sonoridades e as infinitas combinações com a imagem e a palavra. Ao longo de 2022, oito projetos e programas idealizados ou apoiados pelo Oi Futuro deram vida aos nossos modernos estúdios de som, sala de ensaio e auditório.

Desde janeiro, recebemos 70 artistas da indústria musical de diversos estados do país, que encontraram para trocar conhecimento e produzir novas criações. Só neste ano recebemos nomes como Jonathan Ferr, Caio Prado, Angélica Duarte, Felipe S, Juliana Linhares, Ana Frango Elétrico, YOÚN e Ana Costa em um ambiente idealizado para estimular a experimentação e conectar criadores de todo o Brasil.

Jonathan Ferr foi uma das estrelas do Festival Levada, no Lab Oi Futuro, e participou também do projeto Queremos!Lab

Seguindo as orientações de isolamento social diante da pandemia de Covid-19, o Labsonica recebeu em janeiro e fevereiro seu primeiro projeto de 2022: a edição de 10 anos do Festival Levada. Já estabelecido como trampolim para a carreira de artistas independentes, o Levada trouxe em 2022 ao Labsonica sete apresentações musicais transmitidas on-line, além de conversas sobre o processo artístico de inspiração e criação e uma exposição ao Centro Cultural.

Em março, foi a vez do Festival que marcou o reencontro do Teatro Oi Futuro com o público: o Sounds & Talks. Com apoio do Labsonica, o festival levou seis shows gratuitos com mulheres artistas ao nosso teatro junto a uma programação de seis palestras debates com nomes consagrados do mercado musical, que criaram um ambiente para trocar experiências sobre o ecossistema da música. O Festival foi sucedido pelo IATEC Labsonica Academy, que ofereceu em formato de ensino a distância workshops e oficinas com formação técnica e artística nas áreas de criação, produção, divulgação e distribuição da música nas novas tendências de mercado.

Em julho, o palco do Labsonica abriu suas cortinas para um projeto autoral do Oi Futuro, em parceria com o Estúdio Toca do Bandido. A Aceleração Musical Labsonica – Edição 2.0 Toca do Bandido é voltada para artistas solo e bandas independentes e oferece aos seis artistas selecionados a participação em um ciclo gratuito de capacitação que inclui jornada de diagnóstico de carreira, minicurso de music business, workshop de planejamento estratégico, pitching, além de mentorias individuais promovidas por especialistas da indústria da música. Os artistas selecionados produziram ainda singles e videoclipes inéditos.

Outro projeto no Labsonica que fortaleceu carreiras na indústria da música e do som foi o MARES – Mulheres Artistas em Residência. Uma parceria Oi Futuro com o Movimento das Mulheres Sambistas, o programa promoveu formação sobre as etapas da cadeia do mercado musical, desde a identidade do artista até marketing e direitos autorais, para mulheres artistas da Música Popular Brasileira. Com 4 meses de formação híbrida (entre presencial e online) e aproximadamente 200 horas de conteúdo, as 25 mulheres beneficiadas lançaram um disco de 14 faixas ao final do projeto. Um dos destaques do ano na capacitação musical carioca, o MARES recebeu em novembro o Prêmio Dandara, da Assembleia Legislativa do Rio, pela sua contribuição para a valorização de mulheres afrodescendentes, latinas e caribenhas.

Quem encerra o ano de ebulição no Labsonica é o projeto QUEREMOS!LAB. Com um line up de artistas periféricos, LGBTQIA+, negros e mulheres de várias regiões do país, o projeto prevê uma série de apresentações artísticas criadas a partir de encontros inéditos, com público presencial e online. Promovendo uma residência artística, incentiva a geração de novos conteúdos onde, em cada encontro, um artista do estado Rio recebe um artista de outro estado do país, para participar de um laboratório criativo no Oi Futuro.

Além de um laboratório voltado especificamente para a música e o som, o Lab Oi Futuro conta também com o Labora, espaço dedicado à educação empreendedora que conta com instalações como estações de trabalho, salas de reuniões, ateliê criativo e longe. Em setembro, 14 projetos acelerados pelo programa MOVE_MT participaram no Labora de um intercâmbio de cinco dias repletos de encontros, descobertas, palestras, visitas e partilha. O intercâmbio foi a fase final do programa, uma parceria do Oi Futuro com a SECEL_MT (secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer), que promoveu um ciclo de seis meses aceleração para 30 iniciativas da Economia Criativa de Mato Grosso.

Todos os talentos que passaram pelo Lab neste ano se juntam a nomes já consagrados na música brasileira, como Ney Matogrosso, Zelia Duncan e Pedro Luís, que já usufruíram das instalações do nosso laboratório musical. O intercâmbio entre novos nomes e grande ícones é também um dos propósitos e objetivos do Lab Oi Futuro.

A cantora Laura Zennet em ação durante o Festival Sounds & Talks (foto: Rogério Von Kruger)

O ano pode estar na reta final – mas a programação do Lab Oi Futuro está muito longe de acabar. Em 2023 vem muito mais por aí, e já temos três programas confirmados no nosso calendário. O Casa Funk vai incentivar a produção artística, de músicas, danças e do audiovisual do movimento Funk para promover o desenvolvimento socioeconômico e territorial no Rio. O programa oferece formações para jovens que serão online e presenciais e acontecerão no Oi Futuro e em espaços pela cidade.

O Festival Ultrasonidos vai promover residências artísticas unindo artistas estrangeiros e brasileiros para o desenvolvimento de trabalhos inéditos, com apresentações ao vivo e programação de debates e palestras. E teremos ainda o Toca – Residências Musicais, que levará ao Labsonica mais de 50 artistas para ciclos de formação que vão culminarna gravação de novas faixas, além de apresentações e encontros inéditos.

A cantora Viviane Pitaya deu show no Edital Labsonica 2.0

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