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Festivais apoiados pelo Oi Futuro 2020: A reinvenção é agora

22/12/2020

Festivais apoiados pelo Oi Futuro 2020: A reinvenção é agora

Fenômenos de público no Brasil e no mundo, os festivais têm se destacado por antecipar tendências emergentes; colocar no radar novas manifestações culturais; promover a experimentação radical de novas linguagens e tecnologias; e também movimentar economias regionais.

De olho nesse potencial, o Oi Futuro vem impulsionando festivais fora da curva, aqueles que são construídos e consumidos com ousadia e diversidade. Em 2020, nada menos que 23 festivais, de várias regiões do país, foram apoiados pelo Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados e pelo Programa Pontes, desenvolvido em parceria entre o Oi Futuro e o British Council.

Especificamente neste ano de pandemia, com o isolamento social, os festivais tiveram que se reinventar. Adotaram formatos híbridos, desenvolveram novas aplicações, plataformas e processos de experimentação. Utilizando-se da arte e tecnologia, reafirmaram seu propósito de estimular a formação de redes e a experimentação artística, ultrapassando limites e atingindo mais pessoas.

Para Luciana Adão, coordenadora de Patrocínios Culturais Incentivados do Oi Futuro, os “festivais sempre movimentaram as cidades. Sempre foram, por excelência, espaços privilegiados de criação. Mesmo nesse ano de pandemia, conseguimos nos conectar e realizar juntos. Da mesma forma, se utilizando da arte e tecnologia, os festivais ampliaram a capacidade de reunir pessoas, ultrapassando os limites físicos e, apostando na pluralidade, atingiram mais – e diversos – públicos”. E conclui: “Os festivais deitaram na rede que construíram, deixaram de ser locais para serem globais, estabeleceram uma conexão afetiva e efetiva com seus públicos. Se tornaram mais acessíveis, inclusivos e conectados. Vimos a aplicação do uso da tecnologia em prol da comunicação direta e da experiência imersiva, grandes desafios desse ano que não deve acabar em dezembro”.

Dentre os festivais apoiados, está o Novas Frequências, considerado o principal evento sul-americano de música experimental e arte sonora.  O Festival Novas Frequências, sob a curadoria de Chico Dub, chegou à sua 10ª edição. Em 2020, pela primeira vez com uma programação 100 por cento brasileira e formato digital, apresentou artistas provenientes de 13 estados do país, que puderam ser assistidos no próprio site do festival.  O grande destaque desta edição foi Jocy de Oliveira. Pianista, compositora, precursora no Brasil em obras multimídia e primeira mulher a ter uma ópera encenada no Theatro Municipal de São Paulo, a artista, aos 84 anos, ganhou um releitura imagética, com a assinatura da artista visual e radiofônica Lilian Zaremba, de duas de suas peças para voz e eletroacústica – “La Loba” e “Nakel Diva”, respectivamente de 1995 e 1998 –, regravadas especialmente para o Novas Frequências no estúdio do LabSonica, o laboratório de experimentação sonora e musical do Oi Futuro.

 

Conheça um pouco mais sobre o universo dos festivais apoiados pelo Oi Futuro e o que pensam seus criadores, quando o assunto é a ‘reinvenção’.

Favela Sounds– Amanda Bittar e Guilherme Tavares, diretores do festival

“Reinvenção é oferecer novas possibilidades sem deixar de levar em conta aspectos sociais essenciais, compreendendo que não é possível renovar nada sem pensar em acesso e representatividade. É entender que não se conhece novos futuros andando sozinhe. Se o futuro será melhor, ele só pode ser de todes.”

 

Festival Rec Beat– Gutie, idealizador do festival

“Reinvenção é mergulhar em novas experiências para se manter ativo e pulsante. É anular os medos, reunir suas verdades e dar um passo à frente por caminhos não trilhados. É o desafio de manter o frescor e o vigor, de construir, reconstruir e reconstruir novamente, de manter viva sua história para novas reinvenções.”

 

Festival Amazonia Mapping– Roberta Carvalho, idealizadora do festival

“Reinvenção é Transformar as limitações de se realizar um festival presencial em novas possibilidades de experimentação online, através da relação entre realidades mistas. Ocupar os espaços hegemônicos da arte com outras narrativas e visualidades, e, fazer com que a arte produzida na Amazônia seja protagonista da produção artística brasileira, através de seus artistas e da reinvenção tecnológica.”

 

Sobre outros Festivais

Multiplicidade (RJ)

Investe no diálogo entre som e imagem, através do cruzamento de tecnologias, chegou à sua 16ª edição, sempre apostando em linguagens artísticas híbridas e avançadas.

www.multiplicidade.com

 

Zona Mundi – Circuito Eletrônico de Som e Imagem (BA)

Diálogo entre música, vídeo e novas tendências globais da arte eletrônica e digital. Há três anos,  vem contribuindo para a popularização da arte eletrônica em Salvador.

https://zonamundi.com.br

 

Feira de Música – (CE)

Agrega os atores da cadeia produtiva da música no Brasil, dinamizando negócios na área da economia criativa. Agora com um formato novo, avança para o ciberespaço.

https://feiradamusica.com.br

 

Anima Ceará – Festival Nordestino de Animação, Game e Web (CE)

Voltado exclusivamente para o mercado da animação, game e web, levando ao público e profissionais uma significativa mostra da produção desses setores no Brasil.  www.animafestival.com.br

 

SIM SP – Semana Internacional de Música de São Paulo (SP)

A maior feira do mercado musical da América Latina reúne profissionais de todo o mundo para debater as tendências do setor e criar oportunidades de negócios.

www.simsaopaulo.com

 

Festival Amazônia Video Mapping (PA)

Pela primeira vez em formato virtual, o projeto ocupa uma ilha imaginária amazônica, criada em 3D, com projeções de videomapping, apresentações audiovisuais, performances e oficinas.

www.amazoniamapping.com

 

Fest.AR – Festival de Realidade Aumentada (SP)

O Festival se apropria da realidade aumentada para aproximar pessoas, espaços e memórias, ativando a memória da arte urbana e os grafites apagados em São Paulo.

https://festar.art.br/

 

Festival Mana – 2ª Edição Belém (PA)

Destaca a música do Pará produzida e protagonizada por mulheres. Em 2020, homenageou Dona Onete, com shows regionais e nacionais, oficinas e debates.

www.festivalmana.com

 

Oitava Umbuzada + Q Sonora (BA)

Promove shows, espetáculos multimídia e mostra audiovisual de produções nordestinas.

http://www.umbuzadasonora.com.br/

 

Festival Rec-Beat (SP)

Diversidade sonora, que se adapta perfeitamente ao ambiente carnavalesco. Depois de 25 anos de sucesso em Recife, ganha sua primeira edição em São Paulo.

www.recbeatfestival.com

 

Plural – Música e Diversidade (DF)

O projeto valoriza a democratização e pluralidade cultural na reunião entre diversidade e inovação, ao contemplar grupos e artistas emergentes do Distrito Federal.

www.festivalplural.com.br

 

Favela Sound (DF)

O Festival Internacional de Cultura de Periferia, que nasceu no Distrito Federal, ofereceu esse ano 21 shows gratuitos de artistas como Black Alien, Tássia Reis e Tuyo. www.favelasounds.com.br

Vamos ao Cinema! (DF)

Programa de formação de plateias.Leva estudantes do ensino médio de escolas públicas do Distrito Federal para o cinema, promovendo a inclusão de jovens na sétima arte.

 

Festival Levada (RJ)

Idealizado e realizado pela Zucca Produções, com curadoria do radialista e DJ Jorge Lz, á foram 104 artistas de todas as regiões do país, a maioria lançando álbuns ou brilhando pela primeira vez no Rio de Janeiro. http://www.festivallevada.com.br

 

Festival Novas Frequências (RJ)

Desde 2015, o Novas Frequências se aprofunda em obras de arte sonora, trabalhos que, em geral, desenvolvem outras relações do som com o espaço. https://novasfrequencias.com/2020/

 

FESTIVAL ACELERAÇÃO MUSICAL LABSONICA (RJ)

Artistas e bandas independentes selecionados pelo edital Aceleração LabSonica, após um processo de mentorias e criação coletiva iniciado em abril, se apresentaram no Festival LabSonica. https://www.youtube.com/watch?v=-1MkYJ-XG_g

 

X FESTINAÇU -O QUE GERMINA NA FRONTEIRA? (RO)

A Associação Cultural WARAJI (ACW) atua na fronteira Guajará-Mirim-Guayaramerín (Brasil-Bolívia), é é realizadora desde 2011 do FESTINAÇU – Festival Internacional de Teatro de Guajará-Mirim – que completa 10 anos em 2020 – único festival com característica internacional do Estado de Rondônia.  https://www.warajifestinacu.org/x-festinacu

 

Fesitval LABVERDE (AM)

Programa de Imersão Artística na Amazônia que funciona como uma plataforma multidisciplinar para o desenvolvimento do pensamento crítico da natureza e da ecologia. https://pt.labverde.com/?lang=pt

 

Festival No Ar Coquetel Molotov (PE)

Festival, Website e Programa de Rádio de música independente muito importante na cena do Brasil. https://coquetelmolotov.com.br/novo/

 

Porto Alegre em Cena (RS)

Um dos mais importantes festivais de artes cênicas da América Latina que, em mais de vinte e cinco anos de atividades ininterruptas, trouxe importantes artistas e grupos das artes cênicas do Brasil e do mundo para Porto Alegre. https://www.portoalegreemcena.com/

 

Festival Caleidoscópio (RJ)

O Festival Caleidoscópio surgiu em 2015 como um grito contra a violência que assola a Baixada Fluminense e cujas principais vítimas são os jovens negros. https://www.facebook.com/festivalcaleidoscopio/

 

Festival Frente Feminina (DF)

EnCena Preta: afetividades, ancestralidades e brasilidades em narrativas

performáticas é a primeira residência artística do FFF – Festival Frente Feminina – evento criado para estimular, discutir e difundir o protagonismo das mulheres artistas. https://www.festivalfrentefeminina.com.br/

 

Disputa Nervosa (MG)

Festival promovido pelo Centro Cultural Lá da Favelinha, localizado no Aglomerado da Serra em Belo Horizonte, é uma batalha de danças do funk que surgiu em 2016 na capital mineira e que ele o melhor dançarino do passinho do funk. https://www.instagram.com/disputanervosa

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