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Papo de Futuro:  Dicas preciosas sobre o Edital

11/06/2021

Papo de Futuro:  Dicas preciosas sobre o Edital

Nesta edição da série Papo de Futuro, abordamos o tema “Edital de Cultura 2021: tudo o que você sempre quis saber”. Luciana Adão, coordenadora de Patrocínios Culturais do Oi Futuro, e Sandro Rosa, analista de Patrocínios Culturais do Oi Futuro, conversam sobre a fase de inscrições, que se encerram em 2 de julho, e esclarecem os possíveis caminhos na construção de projetos para as linhas de seleção “Programação do Centro Cultural” e “Seleção Nacional”. A série Papo de Futuro, organizada pelo Oi Futuro, é transmitida pelo canal do Instituto no Youtube, com acessibilidade em Libras.

“A arte foi o caminho fundamental para a sobrevivência e sanidade mental, para a formação dos vínculos e para a reinvenção dos artistas, das instituições”, ressalta Luciana Adão. “Apostamos na tecnologia humanizada como vetor de construção de uma comunidade inventiva, de novos processos artísticos de conexão entre o presente e o futuro”, enfatiza Sandro Rosa.

Confira abaixo 15 recomendações de Luciana Adão e Sandro Rosa sobre o tema “Edital de Cultura 2021: tudo o que você sempre quis saber”.

1) O Edital é o reflexo do nosso tempo

Antes de abordar as questões mais técnicas, Luciana Adão e Sandro Rosa leram um Manifesto, lançado a cada edição do Edital, exprimindo desejos e o que almejam.  “Estamos vivendo tempos fraturados. Arte é ar. No momento em que o mundo está confinado, aprendemos a enxergá-lo de janelas diversas. Mudamos os hábitos e estabelecemos novas rotinas”. O objetivo do Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados é gerar novas experiências e relações, movendo a inclusão e a potencialização das pessoas na vida digital. “Queremos ações híbridas, que proporcionem experiências presenciais, virtuais e imersivas, que provoquem novos formatos e soluções, e que valorizem todas as identidades. Queremos o original, o singular, o não nomeado”. Desde 2003, já foram patrocinados mais de três mil projetos e impactadas mais de nove milhões de pessoas, sem contar a geração de emprego, renda e trabalho.

2) Sobre o processo de seleção

Sandro destaca, inicialmente, as duas formas de selecionar projetos. A primeira é a seleção de programação para projetos que ocupem a pauta do Centro Cultural Oi Futuro, no Rio de Janeiro – pesquisa, criação, exibição. No campo das artes performáticas ou das artes visuais e digitais, projetos que trabalhem com uma visão integrada junto ao Musehum (Museu das Comunicações e Humanidades) e ao LabSonica (Laboratório de Experimentação do Som e da Música). E que enxerguem como ponto de articulação com a cidade. A segunda linha de seleção é a Nacional, através do fomento de projetos no campo do som e da música. Em 2021, esse processo abrange os estados do Pará, Rio Grande do Norte, Piauí, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.  São três etapas para a seleção: avaliação, realizada por uma comissão externa de especialistas em Cultura; seleção propriamente dita, quando as propostas aprovadas na etapa anterior são analisadas por uma comissão interna, e a terceira é a  viabilidade técnica.

3) Como as linguagens artísticas podem apontar novos caminhos

“Queremos propostas que tragam a arte articulada aos temas do século 21”, anuncia Luciana. “Estamos falando de inclusão, diversidade, acessibilidade, meio-ambiente, território, equidade, principalmente, comunicações e humanidades, que são os nossos temas centrais. Que essas experiências venham em formatos híbridos, multisensoriais, e que a vida digital possa estabelecer novos processos colaborativos. Almejamos projetos transestaduais”.

4) As diretrizes macro e as construções possíveis

“Enxergando a participação das pessoas, cada vez maior, na vida digital, precisamos pensar qual o lugar da arte neste contexto, e como artistas e criadores podem se reinventar”, observa Sandro. Ele destacou algumas diretrizes macro, todas presentes no regulamento, tais como: fomentar projetos de pesquisa, produção e de exibição artística no campo do som e da música, em diálogo com as demais linguagens; promover oportunidades de maior colaboração entre atores do Centro Cultural, e uma participação mais ativa do público em cada experiência que um projeto propõe. Queremos o novo e em formatos inovadores”. Luciana acrescenta: “O Oi Futuro sempre atuou como um laboratório e, agora, temos uma forma mais articulada junto com o Musehum e o LabSonica. Acreditamos na articulação de redes e na ocupação das cidades. O Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados tem um compromisso com a sociedade civil, com o governo, com os valores de centralização. Que sejamos todos laboratórios! Que a gente se deixe experimentar”! Ela citou processos importantes, como o desenvolvimento de plataformas, a investigação no campo da arte e da tecnologia, o metaverso (conectar as diferentes realidades e construir um outro universo) festivais (que sempre antecipam tendências), o fomento de novas cenas, a linguagem dos games estruturando outras narrativas e outros conteúdos, residência artística (fundamental para processos articulados de criação).

5) As contrapartidas

Muitas dúvidas surgem sobre esse tema, e Luciana esclarece: “É muito importante que os projetos tenham uma equipe que possibilite o desenvolvimento de conteúdo digital, inteligência de rede, e considerem o aspecto da acessibilidade. É fundamental a questão dos indicadores de impacto porque eles dão relevância ao que nós fazemos. Acreditamos na programação expandida e na “ativação da marca”, mas por compatibilidade, por integração e inteligência de conteúdo, por afinidade. Estamos falando de uma construção identitária em conjunto”.

6) Formulários de inscrição

Segundo Sandro, o formulário é simplificado para que consiga contar a história do projeto que se pretende realizar. Consta de duas etapas. A primeira, onde o proponente apresenta os dados, como CNPJ, Razão Social, localização. No caso do Rio de Janeiro, prevê um espaço para detalhar a região da cidade. Em seguida, contar um pouco da trajetória de realização do interessado. E na segunda etapa, detalhar o projeto, com uma breve descrição e o local de acontecimento. “Partindo dessas informações básicas, chegamos à etapa principal, que é a folha em branco. Há uma seção livre para falar sobre o projeto. Queremos ter uma conversa direta, um papo reto! O que te move para realizar o projeto junto a Oi, ao Oi Futuro. É importante contar de forma objetiva, mas isso não significa que não exista espaço para incluir um afeto na sua história. Há, também, um espaço de vídeo, com até cinco minutos de duração. É o momento em que você pode falar, mas, também chamar seus parceiros. Não precisa uma megaprodução; nosso interesse é conhecer profundamente o projeto. É o momento em que a comissão de avaliação chama de “olho no olho”. Há, também, um campo para preenchimento do projeto em lei de incentivo, mas não é necessário que já esteja inscrito, ou mesmo, aprovado, o que deve ocorrer, somente após a efetivação do patrocínio. O proponente pode, também, sinalizar se já tem algum parceiro na realização do projeto. Em seguida, há os anexos para a planilha orçamentária, ficha técnica e carta de anuência.

7) Por que alguns estados não estão contemplados com o Edital

Os estados onde os projetos estão sendo patrocinados são aqueles em que a Oi tem habilitação para promover o incentivo estadual. Excepcionalmente, na cidade do Rio de Janeiro, trabalhamos também com a Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

8) É possível a circulação fora de seu estado fisicamente?

Queremos propostas que dialoguem com diversos estados de uma região ou em âmbito nacional. O aspecto físico depende muito do formato de cada projeto, mas é importante avaliar se a proposta está habilitada dentro do edital do incentivo do seu estado. Cada lei oferece um percentual para a participação ou circulação dos projetos porque o objetivo principal é fomentar a cena.

9) MEI pode participar?

Esse Edital é destinado a pessoas jurídicas que se enquadrem nas modalidades de Sociedade Anônima, Sociedade Limitada e EIRELE (Empresa de Responsabilidade Limitada). Para artistas, produtores e fazedores que atuam como pessoa física ou como MEI temos uma oferta anual de diversos programas de fomento, como o ArtSonica Amplificada, o Edital de Selos e Gravadoras, Aceleração LabSonica.

10) O choro será contemplado?

Não trabalhamos com dissociação de linguagens. Acreditamos que elas estão articuladas e podem acontecer de diversas formas. Não fazemos uma divisão nem categorizamos. No site do Oi Futuro, é possível consultar os projetos realizados ao longo dos últimos anos. Todas as linguagens estão contempladas, desde que atendam as diretrizes desta chamada.

11) Algum impedimento para um festival que inclua rodada de negócios?

Não. É interessante observar que, cada vez mais, os festivais têm promovido rodadas de negócio muito interessantes porque possibilitam troca entre artistas e convidados de todo o país.

12) Posso inscrever uma exposição no Edital de Educação do Centro Cultural?

Sim. Quando falamos em trabalhos de artes visuais, pensamos também que eles podem ocupar as galerias do Centro Cultural por uma temporada. É importante que essa proposta esteja dialogando com as nossas diretrizes.

13) Quanto aos projetos para ocupação em praça pública

Na linha de programação, defendemos o Centro Cultural como ponto de partida. É importante a articulação dele com a cidade. Temos exemplos, como o Festival Multiplicidade, que acontece no Centro Cultural e em toda a cidade. Na última edição, foi todo digital. Queremos enxergar o Oi Futuro na sua integralidade porque temos ferramentas e experiências que possibilitam o diálogo.

14) Uma vez aprovado, o projeto tem prazo para ser realizado?

Normalmente, o prazo é de 18 meses após a divulgação do resultado.

15) O que seria um conteúdo híbrido?

Quando falamos de conteúdo híbrido, imaginamos projetos que possam acontecer em múltiplas realidades expandidas. Pode ser presencial. No entanto, ele tem uma presença digital, se desdobra em várias plataformas, mas pode ter conteúdos e linguagens diversas.

Leiam o regulamento!!!

Você pode conferir a íntegra do encontro online “Edital de Cultura 2021: tudo o que você sempre quis saber” aqui.

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