Criatividade que transforma territórios: conheça a economia que gera oportunidades, renda e impacto social
04/04/2025

A moda e o artesanato, como os da Potências Negras, organização participante do MOVE_MT 1, são duas áreas da economia criativa
De acordo com dados da UNESCO e IBGE, a economia criativa representa cerca de 3,11% do PIB brasileiro, superando até setores tradicionais como a indústria automobilística. São cerca de 8,5 milhões de pessoas envolvidas direta ou indiretamente com atividades criativas — como música, audiovisual, moda, design, artes cênicas, gastronomia, tecnologia e games — e com potencial de crescimento contínuo nos próximos anos, podendo gerar mais 1 milhão de novas vagas até 2030.
Esses números reforçam que, longe de ser um nicho, a economia criativa é um vetor estratégico para o desenvolvimento socioeconômico. Ela movimenta cadeias produtivas, promove inclusão, gera renda, estimula a inovação e fortalece identidades locais. Apoiar empreendedores criativos significa mais do que incentivo artístico: é abrir caminhos de futuro para indivíduos e coletivos, ativar ecossistemas locais de inovação e dar sustentabilidade a expressões culturais que são, muitas vezes, invisibilizadas. Quando políticas públicas, investimentos privados e programas de formação atuam de forma integrada nesse ecossistema, os resultados são visíveis.
É o caso do Hip Hop Atemporal, uma das iniciativas participantes da segunda edição do MOVE_MT. As transformações geradas pelo MOVE são visíveis na trajetória do coletivo que, desde sua participação no ciclo de aceleração, tornou-se uma associação sem fins lucrativos, venceu editais públicos e está apoiando outras associações para se formalizarem. Com metodologia própria e original, o Hip Hop Atemporal organiza oficinas gratuitas de MC, DJ, grafiti, break dance e flow digital para crianças periféricas em escolas da Região Metropolitana de Cuiabá, considerando o contexto e a individualidade de cada grupo. Hoje, atende mais de 300 crianças. Em março de 2024, na semana de intercâmbio no Rio de Janeiro, representantes do coletivo compartilharam como o MOVE abriu caminhos para novas parcerias, ampliou o repertório de atuação do grupo e fortaleceu a sua missão no território onde atua.
Programa do Oi Futuro desenvolvido em parceria com a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (SECEL-MT), o MOVE_MT atuou diretamente na formação, mentoria e aceleração de negócios criativos com potencial de impacto socioeconômico. Mais do que conhecimento técnico, o MOVE ofereceu escuta, conexão e pertencimento — elementos-chave para o florescimento de ideias criativas com raízes locais e potencial de escala. Em sua segunda edição no estado do Mato Grosso, o edital apoiou 30 empreendedores e coletivos criativos, oferecendo mais de 2.100 horas de capacitação em temas como gestão, modelo de negócio, inovação, impacto social, sustentabilidade e comunicação. Ao final do ciclo, 14 participantes embarcaram em uma semana de imersão no ecossistema da economia criativa carioca, com visitas a equipamentos culturais, mentorias, networking e experiências práticas em diferentes territórios criativos da cidade.
Foi em uma das mentorias durante o intercâmbio que nasceu a parceria da estilista Isabela Capeto com a Associação das Redeiras de Limpo Grande – a Tece Arte, outra selecionada do MOVE_MT. O coletivo formado por 55 mulheres guarda a tradição dos povos indígenas Guaná na tecelagem de redes e recebeu uma encomenda especial depois do encontro com a estilista: produzir rendas para estampar bolsas, vestidos e saias desenhadas por Isabela para sua coleção Verão 2025. Foi um sucesso de vendas. E, mais do que isso: foi a realização do objetivo do coletivo de entrar no circuito de moda nacional.
MOVE_MT conecta talentos locais a redes, oportunidades e futuro
Outras iniciativas voltadas à produção audiovisual, gastronomia afetiva, educação criativa e tecnologias sociais também vivenciaram com o MOVE o impacto direto de se conectarem com uma rede de apoio e de trocas reais, ampliando não só suas capacidades de gestão, mas também o entendimento sobre seu papel como agentes de transformação. Iniciativas culturais locais criam redes de pertencimento e programas como o MOVE_MT — que profissionalizam agentes culturais e fomentam o empreendedorismo de impacto — contribuem para a economia de base comunitária e o enfrentamento das desigualdades estruturais, dando protagonismo a populações historicamente marginalizadas como juventudes periféricas, povos originários, mulheres, comunidades LGBTQIAPN+ e pessoas negras.
A economia criativa vem se consolidando como uma das principais alavancas de transformação social e econômica no Brasil. Com iniciativas como o MOVE, o Oi Futuro reafirma seu compromisso com o fortalecimento da economia criativa como vetor de mudança, desenvolvimento regional e geração de futuros mais diversos e inclusivos. Ao investir em talentos que nascem nos territórios, conectando inovação com cultura, criatividade com impacto, o programa MOVE se transforma também: de projeto, em rede. De oportunidade, em legado.