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Rio2C: Negócios de impacto social para preservar o meio ambiente

26/04/2019

Rio2C: Negócios de impacto social para preservar o meio ambiente

Experiências apresentadas durante a Rio2C 2019 mostraram como empreendedores têm avançado na tentativa de viabilizar a preservação do meio ambiente, através de projetos economicamente rentáveis e com impacto social. Esse tripé da sustentabilidade tem sido a base de startups e outros tipos de negócios inovadores. O que quase todos procuram descobrir são formas de ganhar a escala necessária para que essas iniciativas ganhem velocidade para reverter a crescente degradação do planeta.

Um exemplo simples e que está trazendo resultados rápidos é o do projeto Plástico Vale Ouro. A iniciativa conta com a participação de catadores de lixo do morro Serro-Corá, no Cosme Velho, zona Sul do Rio de Janeiro, comunidade que fica próxima aos acessos ao Cristo Redentor. Turistas e moradores podem comprar por R$ 12 uma réplica da estátua, feita a partir de material recolhidos das casas e ruas e que passa por uma recicladora operada pelos catadores.

“É uma prova concreta de que podemos buscar soluções criando parcerias para o combate à proliferação do lixo”, afirmou a coordenadora dos programas Mata Atlântica e Marinho da WWF, Anna Carolina Lobo.

Segundo ela, que participou do painel “Inovação e Sustentabilidade: Qual Futuro?”, o acúmulo de lixo plástico principalmente nos oceanos tem sido alarmante. O Brasil é o quarto maior produtor mundial desse resíduo e só recicla 1,28% da produção.  Apesar da grande preocupação que a devastação do meio ambiente gera, as alternativas com potencial de lucro compatíveis com a preservação estão trazendo mais otimismo. Segundo o diretor do Copenhagen Institute for Futures Studies of Latin America, o dinamarquês Peter Kronstrom, atualmente mesmo grandes empresas estão acreditando no potencial de retorno dos investimentos ambientais.

“O que a gente acha que pode ajudar na transformação é que a sustentabilidade está virando um bom negócio, o que pode incentivar a indústria”, afirmou o palestrante.

Um sinal disso é a parceria que está sendo firmada entre uma startup carioca, a Labim BeerLab, e a Ambev. O fundador do negócio, Anderson Fragoso, montou projeto que permite à fábrica da cervejaria no Rio, uma das maiores do mundo, a reaproveitar o bagaço do malte, um passivo ambiental caro para a indústria. Além de reduzir o lixo, a empresa ainda produziria enzimas que poderiam ser utilizadas na própria fabricação das bebidas, reduzindo custos.

“A empresa não vai investir na tecnologia só porque ela é sustentável. A gente conseguiu transformar essa tecnologia em lucro, valores, redução de custo”, ressaltou o empreendedor, que participou do painel “Cleantech – Empreendendo com Sustentabilidade”.

Outro exemplo apresentado foi o da TechTrash, que montou modelo de recolhimento de lixo eletrônico. Através de parcerias com empresas, a startup instalou postos coletores pelo Rio para quem precisa descartar aparelhos celulares e outros produtos pequenos. Ela também recolhe nos escritórios o que não é mais utilizado e busca na casa das famílias equipamentos maiores. Além de cobrar por alguns serviços, a empresa recicla parte do material e até conserta computadores para realizar doações.

“O lixo eletrônico é bastante tóxico e causa danos ambientais e à saúde das pessoas mais carentes. Muitas empresas não sabem o que fazer com ele e estamos ajudando elas a descartarem e obterem certificação”, afirma o fundador da startup, Caio Miranda.

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