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Rio2C: Tecnologias imersivas e a nova revolução do cotidiano

23/04/2019

Rio2C: Tecnologias imersivas e a nova revolução do cotidiano

As novas tecnologias imersivas vão transformar ainda mais nosso dia a dia com mudanças que passam pela rotina de atividades profissionais até a forma como acessamos informações, dados e como nos divertimos em eventos. Telas de TV e computador tendem a ser substituídas por óculos de realidade virtual, assim como a presença física em determinadas situações poderá ser substituída pela virtual. O emprego cada vez mais amplo dessas realidades mistas nos leva a alguns questionamentos éticos já que uma experiência imersiva pode afetar nossas memórias.

Esse é um dos temas que serão debatidos no Rio2C 2019. Para entender como se dará essa nova revolução em nossas vidas e como isso afetará nossa criatividade e atenção, ouvimos o cofundador da Doghead Simulations, Elbert Perez, que fala sobre o tema no painel O “VR/AR e a Nova Interação”.

Qual deve ser a magnitude da transformação de nossas vidas no futuro, quando a realidade virtual e outras tecnologias imersivas estiverem plenamente desenvolvidas?
Elbert Perez: Em primeiro lugar, é basicamente a mesma forma como os smartphones mudaram nossas vidas. Imagine que todos os dias são cada vez mais comuns os óculos sendo utilizados tanto para a realidade virtual quanto para a realidade aumentada, simultaneamente. Imagine também atividades de trabalho que substituem os atuais monitores por óculos VR como uma forma de se aumentar a produtividade. Outra questão importante é o impacto nos deslocamentos para o trabalho, que geram engarrafamentos intensos, e que mudará bastante, pois os funcionários das empresas estarão virtualmente na mesma sala o tempo todo, mesmo que fisicamente eles estejam em lugares diferentes do planeta. O que está por vir é uma mudança fundamental na forma como interagimos com a tecnologia e com nós mesmos. Com laptops e smartphones, temos nossas interfaces presas em uma tela 2D, mas com a VR tudo estará disponível numa única interface.

Aparelhos de TV e computadores podem se tornar obsoletos com o advento da RV?
Perez:
As imagens de TV serão exibidas em ambientes de realidade virtual, da mesma forma que os monitores de computador. Não apresentaremos informações da mesma maneira que as apresentamos atualmente em monitores 2D. Com ambientes 3D podemos ter a informação e imagens projetadas em todos os tipos de lugares.

Como a VR pode se tornar um importante instrumento para educação?
Perez: A VR já está sendo usada bastante na educação. Na Full Sail University, por exemplo, a tecnologia de VR é aplicada para ensinar on-line aos estudantes do campus sobre conceitos em Game Design.

A RV pode transformar totalmente a maneira como as pessoas se divertem ou se informam?
Perez
: Sim, já estamos vendo muitas arcadas popup de realidade virtual em todo o mundo. Aqui em Orlando temos montanhas-russas que usam VR para criar um tema para os passeios, para que cada vez que uma pessoa passeie por uma montanha-russa, eles vejam uma experiência diferente. O uso da realidade virtual em casa aumenta constantemente ano após ano, à medida que novos headsets e experiências chegam ao mercado.

O uso inadequado desta tecnologia pode causar problemas de saúde para a população?
Perez: Qualquer tecnologia ou ferramenta pode causar danos a qualquer pessoa que a utilize. A VR não é uma exceção a essa regra, mas o bem que a VR traz supera em muito o mal que pode vir a causar.

Existe o risco de que as pessoas usem tecnologias imersivas de forma excessiva e isso seja prejudicial, tornando-se um vício?
Perez: Qualquer mídia imersiva será viciante em certo sentido. Quanto mais imersiva a mídia, mais viciante ela pode se tornar. Devido à forte imersão da VR, a probabilidade de ser viciante é maior. Mas há muitas maneiras para que a sociedade e os desenvolvedores de VR possam agir para ajudar a combater esse problema.

Quais limites éticos o senhor acha importante respeitar durante o desenvolvimento desta tecnologia?
Perez: Cada sociedade sempre terá seus próprios padrões morais que precisam ser seguidos. Acredito que a VR como uma mídia deve ser tratada nos mesmos padrões do cinema, literatura e música. No final, só precisamos lidar com a VR como uma plataforma ou ferramenta e trabalhar com as diferentes indústrias e desenvolvedores a fim de garantir o respeito a esse padrão.

 

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